Tubo de Ensaio

Monografia

20/11/2009 · Deixe um comentário

Alô você!

Na verdade sei que esse é um blog pessoal e por isso quem mais entra sou eu. Entretanto, vai saber se tem alguém que acompanha meu blog. SE TIVER, esse é o momento. Vou publicar a minha monografia enquanto estou escrevendo-a.

Sem cortes, revisões e etc. No pêlo. O que gostaria é a opinião de quem quer que seja sobre o que leu. Concorda? Não? é só falar.

Enfim, segue abaixo o primeiro e segundo Capítulo.

Capítulo 1: História e Ideologia

1.1. A Era de Ouro do capitalismo

O começo do século XX foi um dos períodos mais conturbados da recente história humana. Uma de suas características fundamentais foi o surgimento de uma sociedade de consumo de massa. Portanto, para um melhor entendimento deste período e, consequentemente da atualidade, é necessário montar uma linha histórica dos principais acontecimentos e rever como estes eventos fomentaram uma mudança de paradigma na forma da sociedade consumir.

Antes de tudo, quando se fala do século X, é necessário citar uma das pessoas que mais influenciou o estilo de vida do século passado: Henry Ford. Com o modelo de linha de produção (ou montagem), Ford massificou a produção de seu carro – o Ford Modelo T – e criou uma revolução na indústria como um todo. Em outras palavras, foi a partir dele, que se iniciou a produção em massa de diversos produtos industriais. Contudo, não foi somente a linha de montagem que proporcionou o surgimento do consumo de massa, outros dois eventos históricos tiveram muita importância para tal surgimento, isto é: as duas Guerras Mundiais.

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A vitória de uma nova comunicação

10/10/2009 · 1 Comentário

Por Rafael Salomão

Resumo:

Vivemos em uma economia de atenção. Cada dia é mais difícil encontrarmos meios de comunicar nossos produtos. A questão, cada vez mais, é entender três variáveis: consumidor, meio e a marca. Só após o entendimento da interação entre eles que devemos pensar na mensagem que vamos enviar para sermos relevantes. Barack Obama fez isso na corrida presidencial de 2009. Sobre essa ótica de comunicação moderna examinaremos o case.

Palavras-chave:

Internet; Obama; Publicidade; Mídia; Campanha presidencial;

A  vitória de uma nova comunicação

Atualmente, esta mais do que claro que vivemos na economia da atenção, isto é, os consumidores são expostos a milhares de anúncios publicitários diariamente e isso resulta em uma tendência dos mesmos não prestarem mais atenção neste tipo de informação. Assim, os consumidores não têm mais tempo para as promessas da propaganda, eles já estão blindados. Para complicar um pouco mais, o presente panorama das grandes corporações, na maioria dos casos, apresenta um maior interesse no fluxo de caixa da empresa do que em qualquer outra atividade de comunicação[1]. Muito disso ocorre devido ao constante e cada vez mais forte processo de crises econômicas que permeia o capitalismo avançado, assim, as empresas precisam focar em operações táticas de sobrevivência, deixando de lado o pensamento estratégico e de longo prazo do desenvolvimento da marca. Resumindo, muitas empresas consideram que “ter grandes lucros é mais importante [...] do que desenvolver produtos seguros, confiáveis e de qualidade para os consumidores”, segundo uma pesquisa realizada pela Business Week[2].

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Lei Antifumo

06/10/2009 · Deixe um comentário

Em resposta ao texto: Saúde do santo ou moral do demônio? de Patricia Porchat.

Como ela disse ESTÁ COMPROVADO que FUMANTES PASSIVOS morrem por câncer de pulmão. Logo, como ela mesmo afirma, USANDO A IMAGINAÇÃO, o fumante (ativo) seria, no máximo, acusado de homicídio culposo. Por que ela afirma isso? Ora, porque aquele que não ESCOLHEU fumar sofre uma consequência pelo ato de um terceiro. Este, que em busca do PRAZER, repete a ideologia dessa sociedade HEDONISTA (que, por definição, preza pelo prazer PRÓPRIO), simplesmente esquece dos conceitos de coletividade e cidadania e em prol do seu prazer individual. Assim, como ela deixa claro nas entrelinhas, os outros que mudem de local.

É também notório como o texto fica batendo na tecla de que só se pode fumar dentro de casa, e que desta forma  estaremos cerceados dos nossos direitos, mas, como sabemos, a verdade não é essa. É permitido SIM fumar fora do bar, não há impedimentos para isso, tanto que já podemos ver grupinhos fora dos bares fumando. É isso que significa cidadania, é o ato de compartilhar o espaço em harmonia e em prol de um bem comum, neste caso, da saúde coletiva. É isso que não permite a gente fazer o tão prazeroso SEXO em praça pública. Apesar de muito prazeroso para aquele que o faz, existe um PUDOR coletivo que não permite esta exposição social.

Ao fim, ela solicita os conceitos liberais capitalistas de liberdade de escolha do bar que queremos frequentar. Entretanto, grosso modo, defender a lei antifumo à luz desses conceitos é o mesmo que dizer: “as fábricas que poluem o mundo  que continuem assim, afinal, podemos deixar o consumidor escolher se quer ou não quer comprar o produto dela”.

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Expectadores de uma nova Televisão

14/09/2009 · 2 Comentários

No final do ano de 1996, o Programa Comunicação e Sociedade do The Aspen Institute convidou mais de 20 profissionais de publicidade e dos novos meio de comunicação para discutir as mudanças que a publicidade viria a sofrer com os meios de comunicação interativos. O resultado desse debate originou o livro A conquista da atenção, dos autores Richard Adler e Charles M. Firestone.

Entre muitos pontos importantes, os profissionais da época conceituaram que o mundo vivia, e ainda vive, em uma economia da atenção. Isto é, com base nos dados da época, notaram que os consumidores eram expostos a milhares de anúncios publicitários diariamente e que isso resultava em uma tendência do consumidor não prestar mais atenção nesse tipo de informação. Consequentemente, a publicidade, que em sua essência busca “transmitir mensagens cuja intenção é persuadir os consumidores a comprar determinado produto ou serviço”[1], necessita que a sua criação seja extremante criativa e inovadora para que o anúncio seja notado.

Essa criatividade e inovação não só esta no conteúdo do anúncio, mas como também nos meios que o transmite. É nesse momento que devemos entrar nas possibilidades tecnológicas que as novas mídias interativas nos proporcionam. As novas mídias digitais, além de terem como característica essencial uma maior interatividade, nos possibilita uma maior segmentação do mercado que desejamos atingir.

Trazendo essa discussão para os dias atuais, o meio televisivo também passa por uma transformação. Por mais de quarenta anos, ele age com uma estrutura básica: a grade da sua programação é permeada de anúncios publicitários. Segundo dados presentes no livro de Adler e Firestone, a verba advinda da publicidade representava, na época do lançamento do livro, 100% da renda das emissoras televisivas[2]. Certamente um dado que não deve ter alterado-se muito. Entretanto, o surgimento das novas mídias interativas (e com um grande destaque para a popularização da internet) fez com que o consumidor evoluísse também. Agora, o espectador não aceita tanto a passividade e a forma invasiva com que os anúncios surgem durante o programa. E eis que aí surge um problema: como a televisão moderna, que depende de publicidade para sobreviver, conseguirá agradar seu espectador para não perdê-lo para outras mídias menos intrusivas?

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Considerações sobre Cloud Computing

20/02/2009 · Deixe um comentário

Deu no Technology Review e em + 17,500,000 lugares.

cloud computing

Mas afinal, Qu’est-ce que c’est Cloud Computing?

Pelas minhas leituras, Cloud computing é a forma que a web está se organizando para usar 100% da sua performance de hardware.

Primeiro, vamos pensar no caso da Amazon. A grande livraria tem inúmeros servidores espalhados pelo mundo para suprir a necessidade sazonal de suas vendas.

No natal vende-se mais do que em fevereiro.  Até ai simples.

Entretanto,  durante o período que fica entre os picos de venda, muito do potencial do processamento dos servidores fica inutilizado. Eis então que surgiu a idéia de alugar essa capacidade ociosa dos servidores. Assim, ela consegue usar 100% da sua capacidade de hardware o ano inteiro, além de criar mais uma fonte de renda (veja o serviço que a Amazon oferece aqui).

Entrando agora no conceito em si, Cloud Computing é a organização computacional  que esta se formando na web, na qual poderemos usar (e pagar por) servidores (entenda servidores como um computador seu em um outro lugar do planeta) para fazer nossas atividade diárias. Por exemplo, em um futuro próximo, é capaz da Apple disponibilizar o Final Cut – pra que não sabe, é um programa de edição de vídeo – pela internet, você utilizará ele a partir de um site, com login e senha, deixará todos os seus projetos salvos nos servidores deles e o melhor, quando for renderizar, deixará que os servidores deles façam o processamento para você. Assim, você estará usando a maior e melhor capacidade disponível (já que ele pode diluir esses processos em 30 computadores) e da forma mais eficiente. Por fim, você só pagará o que consumir de processamento/transferência de arquivo e etc..

Levando isso para grande escala, pense em uma gigante nuvem de computadores trabalhando como um só. É por isso que a tendência é que cada vez mais surjam computadores para uso só de internet. Pra que precisará de uma HD de 500GB, se poderá hospedar seus arquivos em servidores que possuem segurança de dados, back-up automáticos e etc? Além do fato de você nunca perder tais informações, ao contrário de quando só possui o arquivo no seu computador e ele é roubado.

Análise

E a privacidade? Será necessário contratos e contratos dando a privacidade total de todos os seus arquivos, já que eles ficam hospedados fora do seu computador.

(para uma outra discussão sobre privacidade e os problemas atuais de empresas como o Google concentrarem tantas informações sobre nós, ver esse artigo: internet em 2020, [2]: transparência e privacidade)

Para isso tornar-se uma realidade será necessário uma ótima banda larga – o que, no fundo, é questão de tempo – para fazer todo o transporte dos seus dados para os servidores.

O Problema de pirataria de software tende a diminuir ou até se extinguir (mentira!), já que as empresas só liberarão o acesso ao programa mediante pagamento com login senha e etc.

As atualizações dos softwares, assim como as soluções de bugs, poderão ser feitos mais facilmente e com mais rapidez, já que eles estarão sempre sobre o domínio da empresa

Nenhum arquivo será perdido, pois tudo estará back-upiado.

Maior capacidade de processamento de dados. Imagine usar 1% da ociosidade  de todos os servidores do mundo para processar dados de pesquisas médicas.

+ Referências:

Programa de criação de charts online: www.lovelycharts.com

http://idgnow.uol.com.br/computacao_corporativa/2008/08/13/cloud-computing-entenda-este-novo-modelo-de-computacao/

Materiais da universidade de Berkley conceituando o tem. PPT, PAPER e VÍDEO

INSIGHTS:

Ao ligar o computador, o boot dele é uma conexão direta com o servidor da microsoft. Você rodará o windows live a partir desse servidor já, e não mais a partir da sua máquina. Todo o hardware dela será usado para melhorar todo o tipo de performance da conexão com a web.


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Mais informação, menos certezas.

04/02/2009 · Deixe um comentário

Deu na Wired

Nesse artigo, Clive Thompson, da Wired, expõe como, na era da informação, a crescente onda de notícias sem fundamento agem contra uma progressão do conhecimento real.

 

Com base na teoria de Robert Proctor, Thompson descreve como o grande volume de informações, que somos submetidos todo dia, está abrindo uma oportunidade para os diluidores da verdade. Isto é, seja em casos como a religião de Obama, ou das causas do aquecimento global, sempre poderá existir – e existe – lobistas, ou pessoas com interesses particulares, buscando formas de subverter os fatos reais por fatos que possam trabalhar em favor de suas ambições. Essa espécie de cortina de fumaça, que muitas vezes consegue cobrir ou turvar a verdade, permite que dados como o da Gallup apareçam – i.e. como existe uma falta de preocupação da população norteamericana diante do aquecimento global. Além disso, não preciso lembrar que muito desta despreocupação advém do constante lobby das companhias petrolíferas em divulgar dados sobre como o aquecimento global não tem relação com o crescimento da humanidade, mas sim com um processo natural do planeta. Proctor, também chamará essa estratégia de agnotology (ou o ato de duvidar de algo, pela falta de uma razão absoluta).

 

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Os próximos 5000 dias da internet

27/01/2009 · Deixe um comentário

Pontos principais:

  • Um grande computador de dados interligados.
  • Uma REDE mais inteligente, que reconhecerá os usuários.
  • Mais personalizada, e por tanto precisará de uma transparência maior das pessoas.
  • E uma rede Onipresente, estando presente em todos os dispositíveis.

 

Fonte: TED

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Facebook e a experiência totalizante

27/01/2009 · Deixe um comentário

Saiu no BusinessWeek

Nesta reportagem, o jornal de negócio explana como as redes sociais (subentenda-se como Facebook, twitter, delicious, orkut e etc) estão tomando conta da internet e começando a desbancar os  G4i (Grupo dos 4 sites mais fortes: AOL, GOOGLE, MICROSOFT e YAHOO).

A partir de um breve comparativo, a reportagem expõe alguns pontos interessantes, como por exemplo:

  • O rápido crescimento do Facebook – (140 million at yearend 2008 )

  • O serviço de experiência que o Facebook proporciona, i.e. o usuário pode ficar navegando dentro do site e fazer compras na Amazon, atualizar wishlist, bater-papo via chat.

  • Facebook: Serviços oferecido para mobile, tanto para celulares mais básicos como Smartphones.

Engagement (or time spent)

Outro ponto a se levantar é o tempo gasto (ou engagement) de um usuário dentro das redes sociais. Enquanto os grandes portais como Yahoo e Google obtêm um acesso de 120 e 42 bilhões de minutos por mês, respctivamente, o Facebook e Myspace estão logo atrás com 34 e 18 bilhões de minutos, respectivamente.

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A REDE está mudando, os sites buscam agora buscam “construir constelações” para seus usuários, locais que forneçam uma quase completa experiência. As redes sociais largam com uma vantagem, pois são os únicos, comparativamente, que possuem já uma elemento chave: pessoas se comunicando com pessoas. Uma constelação não se forma sem seres vivos.

A constelação será usada para lhe fornecer uma experiência “one-stop shops”, no qual você poderá consumir o que quiser dentro de um site só – algo que já existe a um bom tempo nos portais.

Por fim, a via que o Facebook agora procura é a de sair do paradigma de “organizamos o conteúdo do mundo” para o “organizamos o mundo das pessoas”.

Minha análise:

Fazendo um paralelo, mesmo com as inovações, ainda vivemos uma perspectiva, por partes das .com, de uma internet como um grande shopping center. Os grande portais, mais as redes sociais (Facebook), desejam que os usuários fiquem o mais tempo possível e consuma tudo o que eles possam. Concepção que cria ferramentas como o OpenID, no qual eu posso migrar de um site para outro sem precisar fazer login. Entretanto, neste último caso, provavelmente, o OpenID deve se beneficiar de informação dos hábitos do usuário. Em suma, como é possível notar, a internet ainda está engatinhando muito, com modelos de nogócios de grande escala e tentativas de experiências totalizantes.

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Agregador de notícia Visual!

26/01/2009 · Deixe um comentário

Deu no Twitter:  Newsmap.

Um ótimo agregador de notícias que apresenta a “relevância” das notícias a partir do tamanho do box apresentado. Isto é, usando como base de dados o Google News Aggregator, o aplicativo em flash utiliza da informação de quantos veículos de comunicação noticiaram certa notícia e transforma tal informação em uma interface visual de maior ou menor escala. Esta organização também serve para reconhecer os padrões de destaque que certas notícias têm sobre as outras, além de possibilitar um comparativo entre os principais destaques em cada país.

In Newsmap, the size of each cell is determined by the amount of related articles that exist inside each news cluster that the Google News Aggregator presents

Minha Análise:

Diante da presente quantidade e do exponencial crescimento das fontes de notícia a REDE passa por um momento particular no qual não falta informação, mas, sim, organização. Com um despositivo muito hábil, este aplicativo permite, a partir de simples elementos como cor e tamanho de letra/box, organizar visualmente as notícias que têm mais destaques em determinados países. Algo que poderia ser pensando tanto para portais como para um sistema de busca visual, i.e. uma ferramenta que apresente a relevância de cada termo por meio de elementos parecidos com o do presente estudo. Isto já mostra um início de webvisual mais claro.

Segundo a própria conclusão do criador:

Today, the internet presents a new challenge, the wide and unregulated distribution of information requires new visual paradigms to organize, simplify and analyze large amounts of data. New user interface challenges are arising to deal with all that overwhelming quantity of information.

Ver Também:

Projeto de navegação gráfica do mesmo autor.

Outros projetos.

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Monopoogle!

26/01/2009 · Deixe um comentário

Deu no Blog do Sílvio Meira: lock-in: a vez de google?

Excelente post sobre o alerta que devemos ter quando se trata de tecnologia.

Práticas do Google que tentam nos manter presos ao Googlexperience.  Como, por exemplo, o fato dele não suportar o internet explorer 6 no Gmail. Solicitando “que os usuários devem mudar para firefox ou chrome“.

Lembrete:

  • Tais práticas são fáceis de encontrar em outros serviços do Google. Veja por exemplo a exibição de vídeos na respectiva seção do Orkut. Somente é possível uploadar vídeos que estejam dentro do googlevideos e youtube.
  • Necessidade de maior debate sobre o assunto!

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